Carnaval de Vitória na Casa da Stael: memória, criação e comunidade
Aprovado pela Secretaria da Cultura do Espírito Santo no âmbito da Lei Paulo Gustavo, o projeto “Stael Magesck Centro Artístico” tem como propósito fortalecer a Casa da Stael como um espaço de referência para a memória, a formação e a celebração do carnaval de Vitória — um dos mais vibrantes e significativos patrimônios culturais da cidade.
Com duração de 10 meses, o projeto propõe a realização de 20 oficinas gratuitas, voltadas para diferentes faixas etárias, abordando temas que transitam entre a arte, a história, a moda, a sustentabilidade, a economia criativa e a expressão popular. Todas as atividades têm como pano de fundo o universo carnavalesco, seus personagens, suas estéticas e suas memórias.
Mais do que promover formação artística, o projeto é um convite à vivência cultural coletiva. A cada oficina, o público é chamado a criar, refletir, documentar e resgatar tradições — fortalecendo o senso de pertencimento e conectando gerações em torno da identidade cultural de Vitória.
Entre os temas abordados estão:
- Samba no pé e história do carnaval de Vitória
- Confecção de bonecos gigantes e máscaras sustentáveis
- Marchinhas, musicalização e fotografia cultural
- Moda e sustentabilidade no carnaval
- Design thinking e ideiação para o futuro da Casa
O projeto também prevê a produção de materiais audiovisuais, e-books, exposições e um acervo físico e digital, garantindo que as criações e aprendizados gerados nas oficinas permaneçam como legado para a Casa e para a cidade.
Essa realização só foi possível graças ao fomento da Lei Paulo Gustavo, que honra a memória do artista e a importância de políticas públicas de incentivo à cultura. Para a Casa da Stael, é uma oportunidade de afirmar seu papel como ponto de cultura viva, espaço de experimentação e resistência, onde a arte encontra a rua e a tradição dialoga com o novo.
Resultados Esperados e Contrapartidas Sociais
Cultura acessível, memória preservada, comunidade fortalecida
O projeto aprovado pela Lei Paulo Gustavo busca mais do que realizar oficinas: sua essência está em promover experiências culturais transformadoras, fortalecer vínculos comunitários e contribuir de forma direta para a valorização do carnaval de Vitória como patrimônio vivo.
Ao longo dos 10 meses de realização, espera-se alcançar os seguintes resultados de impacto:
- Ampliação do acesso à cultura: todas as oficinas são gratuitas, com foco em públicos diversos — de crianças a idosos, moradores do centro e entorno, estudantes da rede pública, artistas, empreendedores criativos e curiosos sobre a história local.
- Formação artística e criativa: o projeto oferece oficinas práticas que estimulam a expressão artística, o desenvolvimento de habilidades e o fortalecimento de identidades, respeitando a diversidade dos participantes.
- Fomento à economia criativa: ao incentivar a criação de fantasias, máscaras, adereços e bonecos gigantes, o projeto promove a geração de renda simbólica e concreta por meio do artesanato, da moda e da produção cultural local.
- Sustentabilidade e inclusão: oficinas com enfoque em reaproveitamento de materiais e práticas sustentáveis, combinadas com ações de acessibilidade comunicacional, física e atitudinal, fortalecem a noção de pertencimento e respeito às diferenças.
- Preservação da memória cultural: através de registros audiovisuais, exposições e publicações digitais, o projeto constrói um acervo que documenta e compartilha as práticas culturais do carnaval capixaba, contribuindo para sua valorização e continuidade.
Contrapartidas Sociais
Em contrapartida ao apoio público recebido, o projeto se compromete com ações concretas que beneficiam diretamente a comunidade:
- 20 oficinas culturais gratuitas, com vagas abertas para pessoas de diferentes idades, perfis sociais e regiões da cidade;
- Reserva de 10% do orçamento para acessibilidade, incluindo instalação de rampas móveis, sinalização adaptada, tradução em Libras e legendagem de vídeos;
- Contratação de estagiários por meio de vagas afirmativas, priorizando pessoas LGBTQI+ e/ou com deficiência;
- Priorização de públicos de escolas públicas e beneficiários do Prouni, reforçando o compromisso com a educação e a inclusão;
- Produção de conteúdos acessíveis, como vídeos legendados, e-books e um acervo digital gratuito com os resultados do projeto;
Realização de exposições e atividades abertas ao público, ampliando o impacto para além das oficinas e consolidando a Casa como espaço de fruição cultural permanente.